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O Último Metro: por que o dado continua inacessível para quem decide

Um diretor comercial no estacionamento às 19h, abrindo uma planilha desatualizada porque o Power BI não respondia. Vinte anos de infraestrutura — e a última milha ainda está trancada.

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Luciano de Oliveira

Founder & CTO, Sozo Data

Semana passada tomei um café com um diretor comercial de uma rede de varejo. No meio da conversa, ele me contou uma cena que aconteceu no dia anterior.

Ele estava no estacionamento da empresa, às 19h, antes de ir pra casa. Precisava de um número: margem líquida por canal de vendas no trimestre. No dia seguinte tinha reunião de board e o CEO ia perguntar.

Ele já tinha mandado mensagem pro analista de BI às 14h. Sem resposta — o analista estava fechando um relatório para o financeiro. Tentou abrir o Power BI no celular. Não achou o dashboard certo. Achou um parecido, mas os filtros não batiam. Desistiu.

No fim, fez o que todo diretor comercial no Brasil faz quando precisa de um número e não consegue: abriu uma planilha paralela que ele mesmo mantém. Com dados de duas semanas atrás. E levou isso pro board.

Ele me contou rindo. Como se fosse normal. E é — eu ouço variações dessa história o tempo inteiro.

Vinte anos. Mesma cena.

Eu vejo essa cena desde 2006. Vinte anos. Mesma cena. O que muda é a ferramenta — de Crystal Reports para Power BI, de planilha em rede para SharePoint. O padrão nunca muda: quem precisa do dado não consegue acessar sozinho.

Só 21% dos profissionais se consideram confiantes em suas habilidades com dados (Qlik & Accenture, 2020). Mas o problema não é literacia. É arquitetura. A gente construiu uma infraestrutura de dados inteira — ERP, data warehouse, ETL, governança, BI — e colocou uma porta trancada na última milha. A chave dessa porta é SQL. Ou DAX. Ou "saber navegar 47 abas do Power BI". Se você não tem a chave, abre ticket e espera.

O BI Conversacional está quebrando essa porta

Quando um diretor comercial pode abrir o celular às 19h e perguntar, em português: "qual foi a margem líquida por canal de vendas no Q1?" — e receber a resposta em 30 segundos, com o SQL visível para validar — não é uma melhoria incremental. É uma mudança de modelo.

O que muda não é a tecnologia. É quem participa da conversa com o dado. E quando qualquer pessoa pode perguntar diretamente, surgem perguntas que nunca virariam ticket:

  • "Quantos clientes compraram só uma vez nos últimos 90 dias?"
  • "Qual vendedor está com ticket médio caindo mês a mês?"
  • "Qual produto dá margem negativa quando vendido com frete grátis?"

Perguntas que revelam milhões em oportunidade — ou em prejuízo escondido.

O diretor no estacionamento não precisava de um dashboard novo. Precisava de uma interface que entendesse a pergunta dele e soubesse onde buscar a resposta.

72% dos executivos brasileiros já buscam IA para produtividade (Bain & Company, 2024). Mas quase ninguém usa para perguntar ao próprio banco de dados da empresa. Esse é o gap real. Não é tecnologia. É imaginação aplicada.

Na sua empresa, quando alguém precisa de um número que não está em nenhum dashboard pronto — o que acontece?

Tags:Business IntelligenceBI ConversacionalAnalytics

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